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Performance

Sua próxima campanha começa nas buscas do cliente

Empresas costumam planejar campanhas de busca a partir do nome que dão ao próprio serviço. O público, porém, pesquisa com as palavras do problema que quer resolver. Este artigo mostra como classificar buscas por intenção e associar cada grupo a uma oferta, uma mensagem e uma página.

Hends Tabanez
Sua próxima campanha começa nas buscas do cliente

Duas descrições do mesmo serviço

Considere um cenário hipotético: uma empresa de manutenção de ar-condicionado se apresenta como "solução integrada de climatização corporativa". O site, os anúncios e a proposta usam essa expressão.

Agora imagine o que o público digita: "ar-condicionado pingando", "quanto custa manutenção preventiva" ou "empresa de manutenção de ar-condicionado para escritório". São três momentos diferentes, e nenhum usa a expressão da empresa.

O primeiro exercício de planejamento é colocar lado a lado as duas listas: como a empresa descreve o que vende e como o público descreve o que precisa. As diferenças indicam onde a mensagem precisa de tradução e onde há demanda que a campanha ainda não atende.

Três famílias de intenção

Uma divisão simples ajuda a organizar a lista de buscas. Os limites entre os grupos se misturam em alguns casos, e a mesma pessoa pode passar por todos eles em dias diferentes.

IntençãoExemplo hipotéticoO que a pessoa querDireção para a campanha
Informativa"por que o ar-condicionado pinga"Entender um problemaConteúdo útil, captura de contato leve ou campanha separada
Comparativa"manutenção preventiva ou corretiva, qual compensa"Avaliar alternativasMensagem que explique critérios e diferenças
De contratação"orçamento manutenção ar-condicionado escritório"Escolher fornecedorOferta clara, prova e caminho direto para contato

Buscas informativas costumam trazer mais volume e menos disposição de compra imediata. Isso não as torna inúteis: elas podem alimentar relacionamento e remarketing (anúncios para quem já visitou o site). Só convém decidir de forma deliberada quanto da verba vai para elas.

Agrupar necessidades antes de agrupar palavras

Listas de palavras-chave crescem rápido e viram um emaranhado. Um caminho mais útil é agrupar por necessidade: o mesmo problema pode aparecer em dezenas de formulações.

Cada grupo de necessidade deve responder a três perguntas: qual problema a pessoa descreve, que oferta da empresa responde a ele e qual página entrega essa resposta sem exigir que o visitante procure.

Quando duas necessidades pedem páginas e ofertas distintas, elas merecem grupos de anúncios (conjuntos de anúncios e palavras-chave dentro de uma campanha) separados. Quando pedem a mesma resposta, podem ficar juntas.

Avaliar a aderência comercial

Nem toda busca com intenção de contratação interessa ao negócio. A aderência comercial mede se aquela demanda cabe na operação: atende a região, o porte, a faixa de preço e o tipo de serviço.

Vale perguntar ao time comercial quais pedidos chegam e viram venda e quais consomem tempo sem retorno. Essa conversa muitas vezes revela termos que parecem bons no painel e não encaixam na operação.

Evite medir aderência apenas por custo por clique. O dado relevante é o que acontece depois: contatos qualificados, propostas e vendas, atribuídos com as ressalvas de qualquer modelo de atribuição.

Aplicação prática: classifique, associe, teste

O exercício abaixo cabe em uma planilha e leva uma tarde.

  1. Reúna as fontes de termos: relatório de termos de pesquisa de campanhas atuais (se houver), perguntas recebidas pelo atendimento e pela equipe comercial, e o campo de busca interno do site.

  2. Elimine termos sem relação com a oferta e junte variações do mesmo pedido.

  3. Classifique cada termo relevante como informativo, comparativo ou de contratação.

  4. Agrupe os termos por necessidade e dê um nome a cada grupo.

  5. Para cada grupo, registre a oferta que responde à necessidade, a mensagem central do anúncio e a página de destino.

  6. Marque a aderência comercial (alta, média ou baixa) com base na conversa com vendas.

  7. Defina uma hipótese e um indicador para cada grupo priorizado, por exemplo: "grupos de contratação com a página de orçamento devem gerar mais contatos qualificados que o mesmo grupo enviado à página inicial".

O resultado é um mapa que orienta a estrutura da campanha e deixa claro o que será testado primeiro.

Conexão comercial

A HTZ atua no planejamento e na gestão de campanhas de aquisição no Google Ads, dentro do escopo contratado.

Se você quer transformar a lista de buscas do seu público em estrutura de campanha, oferta e página, converse com a HTZ para montar esse mapa de intenções junto com o seu time comercial.

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Perguntas frequentes

Como identificar uma busca com intenção de contratação?

Procure sinais de que a pessoa já escolheu o tipo de solução e está avaliando quem fornece: pedidos de orçamento, preço, contratação, indicação de empresa, serviço combinado com cidade ou região, e termos que descrevem a necessidade com especificidade. Nenhum sinal isolado garante a intenção. Confirme olhando o que as pessoas fazem depois do clique: se pedem contato, pedem proposta ou saem em seguida.

Posso usar a mesma página para os três tipos de intenção?

Em geral rende menos. Quem pesquisa para aprender precisa de explicação, quem compara precisa de critérios e quem quer contratar precisa de oferta e caminho direto. Uma única página tende a atender mal pelo menos dois desses perfis.

Buscas informativas devem receber verba?

Depende do objetivo da campanha e do ciclo de decisão do cliente. Em vendas de decisão longa, elas podem fazer sentido como etapa inicial. Mantenha esse investimento separado e meça com indicadores próprios, para não misturá-lo ao custo por contato das buscas de contratação.